speradomar


07/08/2008


Nada é impossível de mudar

Desconfiai do mais trivial, na aparência singela. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente:não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois natural, em tempo de desordem sangrenta de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade deseumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar. (B.Brecht)

Escrito por Teca Spera às 10h08
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06/08/2008


Mesmo nos momentos vazios

Não me interessa o que você faz para viver. Eu quero saber o que de fato você busca e se é capaz de ousar, sonhar, encontrar as aspirações de seu coração.
Não me interessa a sua idade, eu quero saber se você será capaz de se transformar para viver seus sonhos, aventurar-se a estar vivo.
Eu quero saber se você tocou o centro de sua tristeza, se você tem sido exposto pelas traições da vida ou se tem se contorcido e se fechado com medo da próxima dor.
Eu quero saber se você pode ficar com a alegria, a minha e a sua.
Eu quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro consigo mesmo.
Se você é capaz de suportar a acusação de traição e não trair a própria alma.
Eu quero saber se você pode ser confiável e verdadeiro.
Não me interessa onde você mora e nem quanto dinheiro você ganha, eu quero saber se é capaz de acordar depois da noite do desespero, exausto e ferido até a alma, e fazer aquilo que precisa ser feito.
Não me interessa onde e com quem você estudou. Eu quero saber o que o sustenta interiormente quando tudo o mais desabou.
Eu quero saber se você é capaz de ficar só consigo mesmo e se realmente é boa companhia para si, mesmo nos momentos vazios.

Escrito por Teca Spera às 20h49
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01/08/2008


HOJE

NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET

Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação : Mário Bortolotto

Elenco : Fernanda D´Umbra, Laerte Mello (Nelson Peres), Mário Bortolotto, Gabriel Pinheiro, Francisco Eldo Mendes, Paulo Jordão, Thiago Pinheiro e Helena Cerello

Operação Técnica : Marcelo Montenegro

Direção Técnica : Régis Santos

Produção : Dani Angelotti

No Espaço dos Parlapatões - Praça Roosevelt, 158

Ingressos : R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Escrito por Teca Spera às 09h40
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Eu sempre me achei diferente das outras meninas...

Enquanto muitas desejavam ter uma roupa nova para a domingueira no clube, eu queria um abraço forte de um amigo distante.

Enquanto muitas desejavam beijar o rapaz bonito da classe, eu sempre desejei um amigo em que pudesse contar.

Enquanto muitas desejavam passar de ano, eu desejava vivê-lo intensamente.

Enquanto desejavam ser bonitas, eu desejava ter uma bola de vôlei par chamar os amigos e jogar despretensiosamente.

Enquanto desejavam ir passar férias em Orlando eu sonhava com o dia em que pudesse passear em um parque de diversões e rir muito.

Enquanto elas pensavam e se casar e ter uma penca de filhos eu desejava estudar teatro, fazer cenas inesquecíveis...eu não me encaixava no sistema...

Hoje agradeço a vida por ser o que sou e por nunca ter entrado no sistema, pois posso não ter conseguido tudo, mas aos 36 anos de vida, vivi o que a maioria dessas meninas não viveu, conheci lugares que elas nem sonharam, mesmo em seus sonhos mais secretos, vivenciei situações bizarras, absurdas e inesquecíveis.

É, realmente, não casei, não tive filhos, mas em compensação, conheci pessoas maravilhosas, tomei todos os porres que me foi possível, me entreguei a paixões avassaladoras, me reergui muitas vezes como a própria fênix, ganhei quatro sobrinhos lindos dos quais dois eu batizei e sou muito feliz por isso.

Isso me fez ser diferente delas, e por isso sempre me deparei com estranhamentos de todos.

Hoje adoro causar estranhamento, e desejo que as pessoas possam viver suas verdades com muita intensidade sem deixar de ser elas mesmas....só isso...se é que isso poderá ser possível depois de se entregar ao sistema.

Escrito por Teca Spera às 09h25
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28/07/2008


Ao parceiro Vicente um momento de criação no Fórum:

 

Corpo em Repouso

RESPIRAÇÃO

Inicio de Movimentação Pernas e Pés

Gesto de Busca (Encontro?)

Busca, Alcance?

 

A Busca pelo seu Espaço

Encontros

Muitos Encontros

E Encontro de Mãos

A Corpo NA Terra

 

Aquele? Aquilo?

Lugares pra onde vou?

Novas Possibilidades

Novos ENCONTROS

A Busca ainda Existe

 

O encontro EXISTE

Meu Corpo me Leva

Obstáculos dos Encontros

O Retorno à Busca

Escrito por Teca Spera às 09h36
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27/07/2008


A Última estrela

Última estrela a desaparecer antes do dia,
Pouso no teu trêmulo azular branco os meus olhos calmos,
E vejo-te independentemente de mim;
Alegre pelo critério (?) que tenho em Poder ver-te
Sem "estado de alma" nenhum, sonho ver-te.
A tua beleza para mim está em existires
A tua grandeza está em existires inteiramente fora de mim.

(Alberto Caeiro)

Escrito por Teca Spera às 10h04
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24/07/2008


E na correria do Fórum uma pausa para Serena...muito bom se envolver e deixar as coisas acontecerem...quando se tem pessoas disponíveis a coisa rola do contrário fode tudo....mas passa...Hoje mais um dia de Forum só que desta vez um papo com a Mara....vai ser legal!

 

Escrito por Teca Spera às 09h42
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23/07/2008


Meu amigo Nelsinho em cartaz

Fonte: Guia da Semana

TEATRO: DRAMA

Imperador e Galileu

Peça discute liberdade religiosa

Cristianismo e paganismo, intolerância religiosa e preconceito, as relações sinuosas da Igreja com o Estado. Essas são algumas das polêmicas debatidas em Imperador e Galileu, peça do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), que ganha montagem inédita no Brasil, pelas mãos do diretor Sérgio Ferrara. A peça estréia em 18 de julho, no Sesc Santana, e tem o ator Caco Ciocler como protagonista, no papel do imperador Juliano.

O texto trata da vida do imperador Juliano (século IV d.C), que se tornou figura polêmica ao tentar destituir a igreja católica como religião oficial do império romano e resgatar os cultos pagãos. A peça, traduzida por Fernando Paz e adaptada por Sérgio Ferrara, cobre um período de 12 anos, de 351 a 363 A.D., numa época de conflito entre o Cristianismo e o Helenismo. Na abertura, Juliano tem 19 anos e com o seu meio-irmão Galo, herdeiro do trono, vive sob o período de terror instaurado pelo imperador cristão Constâncio, que tinha mandado assassinar toda a família de ambos. Juliano fora educado como cristão, mas é perseguido pela dúvida. Sob a influência do seu tutor, o filósofo Libânio, vai para Atenas aprender sobre a religião dos pagãos. Porém, também não consegue alívio na adoração dos antigos deuses, ansiando por uma revelação que lhe mostre que caminho seguir.

Quando assumiu o império romano, a primeira coisa que Juliano fez foi tentar extinguir a igreja católica como igreja oficial do Estado. O escândalo foi enorme. Dentre as polêmicas leis que criou, ele decretou que a igreja católica deveria restituir todos os templos pagãos, estava proibida de receber doações em dinheiro e não poderia mais usar o Estado ou sua infra-estrutura, como o transporte, para poder peregrinar. Teria que pagar por isso, bem como conviver com todos os ritos pagãos que o imperador pretendia resgatar. Juliano foi considerado um Anticristo e assassinado aos 32 anos, no deserto, por um criado e amigo cristão. A peça, que se passa no século IV, discute, dentre outros tópicos, a intolerância religiosa presente ainda nos dias de hoje.

Ficha Técnica:
Texto: Henrik Ibsen
Direção e adaptação: Sérgio Ferrara
Elenco: Caco Ciocler, Sylvio Zilber, Abrahão Farc, Nelson Peres, Julio Machado, Joaz Campos, Ronaldo Oliva, Igor Kovalewski, Liza Scavone, Dan Rosseto
Tradução: Fernando Paz
Cenário: Carlos Pedreanez e Leonardo Ceolin
Figurino: Márcia Orsini
Iluminação: Caetano Vilela
Assistência de direção: Joaz Campos
Sonoplastia: Sérgio Ferrara
Fotos: Marcio Scavone
Preparação vocal: Edi Montechi

 

Escrito por Teca Spera às 10h11
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22/07/2008


Eu cheguei mas ainda não cheguei entende?

Tô na correria com o novo trampo e tudo é tão novo e tão instigante que nem consegui tomar uma com os amigos!

Mas tô aqui, quem sabe na semana que vem eu consiga!

Nelsinho no Sesc Santana!Que delícia! Quero ir...vou ter que arrumar um tempo, né?

Saudades deste lugar:

Escrito por Teca Spera às 09h34
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17/07/2008


Viagem

Foram 19 dias fora do Brasil, lugares lindos e outros nem tanto....Felicidade por conhecer lugares distantes vistos antes só pelo mapa mundi, mas também uma tristreza ao deparar com obras que não pertencem mais ao seu país de origem e sim a outros que pagaram mais por elas, me lembrava sempre do meu país que desde seu "descobrimento" foi alvo de saques e roubos e que mesmo depois de mais de 500 anos não mudou muito essa relação de poder....enfim...

Comecei minha viagem em Amsterdam um lugar lindo, onde o transporte urbano funciona, onde a maioria de seus habitantes utilizam bicicletas como meio de locomoção há muito tempo, onde o ar é limpo, o sol só se põe depois das 22hs, onde a individualidade é respeitada em todos os aspectos...Saudades de Amsterdam...

 

Escrito por Teca Spera às 09h28
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30/05/2008


Viajar é ótimo, mas fazer malas é uma tarefa para poucos...

Escrito por Teca Spera às 13h45
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23/05/2008


Ah, o mundo sempre foi. Um circo sem igual.Onde todos representam o bem e o mal. Onde a farsa de um palhaço é natural. Ah, no palco da ilusão. Pintei meu coração.Entreguei o amor e o sonho sem saber.Que o palhaço pinta o rosto pra viver.

Escrito por Teca Spera às 09h08
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18/05/2008


São três pedras de gelo, uma dose caprichada de rum e coca-cola. Se tiver um limão, pode colocar. O canudinho eu dispenso.

Tô pronta pra começarmos a conversa!

Escrito por Teca Spera às 10h08
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16/05/2008


A gente aprende um pouco depois dos 30

 Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você. 

As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros. 

Perdoar e esquecer nos torna mais jovem. 

Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso. 

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada. 

A criatividade caminha junto com a falta de grana. 

A música é a sobremesa da vida. 

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Escrito por Teca Spera às 09h52
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14/05/2008


Quando o mundo desaba sobre nós nem imaginamos a pessoa que tornamos a ser.

Escrito por Teca Spera às 13h03
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